sábado, 8 de março de 2008

A minha teoria

Tenho uma teoria: as mulheres mandam no mundo!
Que novidade, dirão os leitores... De facto assim é! Muitas mulheres se queixam dos homens machistas, mas na verdade a culpa não é, senão, delas.
São elas que nos carregam paciente e dolorosamente durante nove meses. É, posteriormente, a elas que está confiada a alimentação. E são elas que nos educam, tantas e tantas vezes incutindo em nós esses valores que a sociedade em tempos achava os mais correctos e que hoje já tende a banir.
Depois, uma boa parte da nossa vida são as mulheres que nos orientam. Sempre assim foi e há-de ser.
Lembro-me, em miúdo, o meu avô tinha uma junta de bois. Era agricultor. Como hoje os agricultores modernos trocam de tractor, também ele, naquela época, trocava de junta de bois. Não sei se pela idade, se pelos quilómetros ou horas, ou se porque os mais modernos já vinham equipados com umas orelhas melhores que não era necessário picá-los tantas vezes. Bastava dizer-lhes ao ouvido: vai ao rego! Mas fosse porque fosse, o meu avô, homem exemplar, mas machão como convinha naquele tempo, lá ia seguido da minha avó, trocar a junta de bois. Não fazia, porém, negócio que a minha avó não anuísse discretamente. E, claro está, na hora de pagar discretamente a “bezerreira” aparecia, como por artes mágicas, nas suas mãos, com as notas de conto de reis. Tantas quantas as necessárias para o negócio.
É apenas um exemplo. Da mesma forma enganam-se todos aqueles que pensam que só porque os homens estão em maioria nos lugares de topo, na política e nas empresas, são eles que tomam as decisões e conduzem os destinos do mundo.
Nada mais falso. Diz-se na sabedoria popular que por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher. E é, tantas vezes, essa mulher que influencia, discretamente, todas, ou quase todas, as decisões do homem.
Claro que isto também coloca nos ombros das mulheres todos os erros do mundo. Dir-nos-ão elas, daquela forma subtil, inconfundível, ternurenta e convincente que esses erros não são mais do que más interpretações nossas. E, porventura, sê-lo-ão.
Há dias, ao comentar esta minha teoria de algibeira com uma senhora que estava desesperada com esta sociedade machista, contrariava-me ela dizendo que, nesse dia, tinha sido incorrectamente recebida por um funcionário de uma repartição pública e que isso só assim acontecera por virtude da sua condição feminina.
Até aqui, retorqui eu, está a prova de que são as mulheres que mandam no mundo. O mau acolhimento que o referido funcionário colocou na questão da senhora não passa disso mesmo: o reconhecimento que são as mulheres que comandam. Experimentem colocar alguém que sempre foi mandado num posto de chefia e poderemos assistir a verdadeiros actos de tirania por vingança. É como diz o povo: não peças a quem pediu e não sirvas a quem serviu!
Abençoadas sejam as mulheres que connosco convivem!

Etiquetas:

quinta-feira, 8 de março de 2007

A ti, mulher!

Amo-te Mulher! Só Deus sabe quanto!
Desde quando não sei... e pouco importa!
Sei só que te amo e, deveras, tanto
Que renasceu a vida, em mim, já morta.

Deixaram já meus olhos triste pranto;
E à solidão cerraram, já, a porta.
Meu choro transformou-se em alegre canto,
Já minh’alma tristezas não transporta

Amo-te Mulher, o quanto não sei!
Sei só que te amo e igualmente quero
Esse teu amor ledo, amigo e puro.

E a minh’ alma e meu corpo entreguei
Ao amor que me ofereceste, sincero,
E arrancou a minha vida do escuro!

Recupero este poema que escrevi nos idos anos da década de oitenta, para exaltar a força, a coragem, e determinação das mulheres que convivem de perto comigo mas também daquelas que, não conhecendo, vêm de visita a este espaço. E ainda a todas, mas todas, as que contribuem para que o mundo seja olhado com o coração e sentido através de um olhar feminino. Feliz o teu dia, mulher!

Etiquetas: